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Santa Casa de Campo Grande relata dívida de R$ 810 milhões e dificuldades para equilibrar as contas

Médico Luiz Kanamura responsável pela superintendência hospitalar da Santa Casa (Reprodução)

A Santa Casa de Campo Grande acumula R$ 810 milhões em dívidas e enfrenta um déficit mensal de R$ 180 milhões, segundo o gestor da instituição, Luiz Alberto Kanamura. O passivo inclui débitos com a Caixa Econômica Federal, impostos em atraso e parcelas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A administração afirma que negocia os pagamentos e busca recursos para manter o funcionamento do hospital.

Uma auditoria apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apontou que os repasses públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) à instituição aumentaram de R$ 344,6 milhões, em 2022, para R$ 438,7 milhões, em 2025. No mesmo período, o passivo total cresceu de R$ 555,7 milhões, em 2023, para R$ 792,6 milhões, em 2025. O levantamento também identificou aumento de 155% nos gastos com estrutura administrativa, diretoria e taxas sem relação direta com a assistência aos pacientes, que chegaram a R$ 198,1 milhões.

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De acordo com Kanamura, cerca de R$ 273 milhões em dívidas com a Caixa já foram negociados e estão parcelados. Os débitos tributários somam aproximadamente R$ 53 milhões a R$ 57 milhões, enquanto mais de R$ 42 milhões em FGTS atrasado também estão em negociação e pagamento parcelado. O gestor afirmou que o déficit mensal envolve despesas essenciais à operação hospitalar, como honorários médicos, materiais, medicamentos, órteses, próteses e serviços terceirizados.

As informações são do portal MídiaMax.