Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular da lobista Roberta Luchsinger indicam pagamentos em dinheiro a servidores do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Entre os registros analisados estão comprovantes de depósitos de R$ 20 mil para Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto da pasta, e José Martinho Ferreira de Araújo, chefe do cerimonial. A PF apura as circunstâncias e a finalidade dos repasses.
As mensagens mostram que Roberta orientava seu motorista, Ulisses Barbosa, a retirar dinheiro guardado em sua residência e realizar depósitos em diferentes contas. As investigações também encontraram referências a grandes quantias mantidas em espécie e a outros pagamentos.
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Cerca de seis meses depois dos depósitos, o Ministério do Desenvolvimento Social firmou um contrato de aproximadamente R$ 31,2 milhões com a empresa de tecnologia 3Structure, do empresário Cleber Ribas, representado por Roberta. O procedimento ocorreu por pregão eletrônico. Posteriormente, foram firmados um aditivo e um novo contrato com a empresa.
Roberta Luchsinger também aparece em mensagens da PF se referindo a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como “sócio” e dizendo falar em nome dele em algumas tratativas. Ela também atuou na aproximação de interesses privados com órgãos do governo. A defesa de Lulinha nega participação dele nessas articulações.
O ministério negou qualquer favorecimento e afirmou que os dois servidores citados não tinham competência sobre a área responsável pela contratação nem participaram da licitação. A 3Structure também negou irregularidades e afirmou que seus contratos com o governo seguiram as regras das contratações públicas.
Crédito: Jornal Nacional/TV Globo



