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Servidora nega relação entre função pública e investigação da Operação Antidotum

Reprodução

Tatiana Rodrigues de Souza, servidora da Agems, foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Antidotum. Segundo a investigação, ela realizou oito saques que totalizaram R$ 575.380, sendo quatro operações de R$ 100 mil.

A defesa afirma que os fatos investigados são de natureza pessoal e não têm relação com a Agems ou com as funções exercidas por Tatiana. Os advogados também sustentam que ela foi vítima no contexto investigado e que apresentará os esclarecimentos às autoridades.

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A Operação Antidotum apura suspeitas de fraudes e desvios em contratos da Santa Casa de Campo Grande. O MPMS identificou ainda uma série de saques e transferências envolvendo pessoas ligadas às empresas investigadas.

Importante: Tatiana não foi presa. A investigação está em andamento e não representa condenação.

Nota da defesa na íntegra:

NOTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA A defesa de Tatiana Rodrigues de Souza, diante das matérias recentemente veiculadas por diferentes meios de comunicação, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos.

As publicações têm associado o nome de Tatiana a uma investigação em andamento, expondo, inclusive, seu vínculo funcional com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul – AGEMS, sua condição de servidora pública e informações referentes à sua remuneração. É indispensável esclarecer que os fatos investigados não possuem relação com a AGEMS, com as atribuições profissionais exercidas por Tatiana ou com o desempenho de sua função pública.

 A instituição em que trabalha é absolutamente alheia à situação objeto da investigação. A menção reiterada ao local de trabalho, cargo e remuneração da servidora pode induzir o público à equivocada compreensão de que os acontecimentos possuiriam alguma vinculação com o exercício de sua função pública ou com a própria Agência, o que não corresponde à realidade sustentada pela defesa.

Tatiana está à disposição das autoridades competentes e apresentará, pelos meios processuais adequados, todos os esclarecimentos e elementos probatórios necessários à completa compreensão dos fatos, inclusive quanto às circunstâncias que demonstram sua condição de vítima no contexto investigado.

Importante registrar que investigação não se confunde com condenação, devendo ser preservados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. A defesa respeita a liberdade de imprensa e o legítimo exercício da atividade jornalística. Contudo, diante da repercussão alcançada, solicita aos veículos de comunicação cautela na contextualização das informações e especial atenção para que não seja estabelecida associação indevida entre os fatos investigados e a atividade profissional de Tatiana ou a AGEMS. Reitera-se: a situação investigada encontra-se em segredo de justiça e possui natureza pessoal e não guarda relação com o exercício das funções de Tatiana na AGEMS, tampouco com qualquer atividade institucional da Agência.

Os fatos serão devidamente esclarecidos perante as autoridades competentes, no momento e pelos instrumentos processuais adequados.

As informações são do portal Investiga MS.