O Supremo Tribunal Federal enfrenta um período de forte questionamento público, com pesquisas recentes apontando queda na confiança da população na Corte. Segundo levantamento citado pela Veja, metade dos eleitores declarou ter pouca ou nenhuma confiança no STF, enquanto outra pesquisa apontou que 77% consideram que os ministros possuem poderes excessivos. O cenário ganha maior repercussão às vésperas de uma decisão sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes.
O caso envolve suspeitas relacionadas à contratação, por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, de um escritório de advocacia ligado à família de Moraes. De acordo com a publicação, o contrato teria alcançado R$ 131 milhões. Mensagens encontradas pela polícia também fazem parte do contexto analisado. O episódio se soma a questionamentos envolvendo o ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria de uma ação relacionada ao caso Master após ser citado em circunstâncias envolvendo negócios ligados ao banco.
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Na avaliação apresentada pela Veja, a crise de confiança pode ter efeitos além da atual composição do tribunal. A publicação aponta que o Congresso eleito em 2026 poderá discutir, a partir de 2027, mudanças no funcionamento do Judiciário, incluindo propostas para restringir a atuação do STF ao papel de Corte constitucional. Eventuais alterações, no entanto, dependerão do resultado das eleições e da tramitação de propostas dentro das regras constitucionais.



