A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (ABCG) promoveu nesta sexta-feira (11) mudanças emergenciais na administração do hospital após uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul que levou à prisão da presidente da instituição, Alir Terra Lima, e dos diretores Alessandro Dias Junqueira e Rinaldo Hakme Romano. A investigação apura suspeitas de fraudes e desvios de recursos envolvendo a gestão da Santa Casa. Segundo informações divulgadas nesta sexta, somente no último ano os supostos desvios investigados teriam alcançado R$ 4,9 milhões.
Diante da prisão dos responsáveis pelas áreas Administrativa e Financeira, a ABCG publicou as Portarias nº 020/2026 e nº 021/2026, ambas com data de 11 de setembro. Alessandro Dias Junqueira foi substituído interinamente por Lucas Jeferson Santos da Silva na Diretoria Administrativa. Já Rinaldo Hakme Romano foi substituído por Terezinha Mafort de Castro Lopes na Diretoria Financeira. As duas nomeações têm caráter emergencial e interino e entram em vigor na data da publicação.
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Os atos foram assinados por Heitor Miguel Scheibeler, vice-presidente no exercício da Presidência da ABCG. As portarias não detalham os motivos das substituições, mas foram publicadas no mesmo dia em que os ocupantes anteriores dos cargos foram presos durante a operação. A investigação também alcança contratos da Operadora Santa Casa Saúde com empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico. Conforme informações divulgadas sobre o caso, os contratos e pagamentos são alvo de apuração e o valor total do eventual prejuízo à instituição ainda está sendo calculado.



