O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, provocou repercussão após divulgar um vídeo em que aparece caminhando diante de 23 corpos cobertos, apresentados pelo governo como integrantes de grupos guerrilheiros mortos durante uma operação das forças de segurança. As imagens foram publicadas nas redes sociais na quinta-feira (3) e utilizadas para destacar o resultado da ofensiva militar.
Na publicação, De la Espriella adotou um discurso de endurecimento contra organizações armadas e afirmou que, diante da nova política de segurança, aos integrantes desses grupos restariam a rendição ou a morte em combate. A divulgação dos cadáveres, porém, provocou críticas de opositores e entidades ligadas à defesa dos direitos humanos, que questionaram o uso das mortes como elemento de comunicação política.
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A controvérsia ocorre em meio à ampliação das operações militares contra grupos armados e estruturas ligadas ao narcotráfico. A política de confronto direto defendida pelo presidente também tem gerado debates sobre os limites das ações das forças de segurança e os riscos de vítimas civis, especialmente menores recrutados por organizações criminosas. A exposição dos corpos reacendeu ainda a discussão sobre a forma como resultados militares devem ser apresentados pelo governo.



