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Práticas regenerativas ampliam alternativas para produção agrícola mais equilibrada

Foto: Reprodução

A agricultura regenerativa vem ganhando espaço como modelo que busca conciliar produtividade, conservação ambiental e viabilidade econômica. Segundo o engenheiro agrônomo Juliano Norberto, a proposta parte da compreensão do solo como um sistema vivo, formado também por microrganismos, e procura recuperar processos naturais que podem ser prejudicados por práticas agrícolas intensivas.

Entre as estratégias estão a diversificação de culturas, a rotação de plantios, o uso de plantas de cobertura e a integração entre lavoura e pecuária. As medidas devem ser adaptadas às características de cada área, considerando fatores como o tipo de solo. Em regiões de solos arenosos, por exemplo, a manutenção de cobertura vegetal e a rotação de culturas podem contribuir para a conservação e a recuperação das condições do terreno.

Além dos possíveis ganhos ambientais, Norberto destaca o potencial de redução dos custos de produção observado em propriedades que adotam essas práticas há vários anos. Para o especialista, a transição não significa abandonar os produtos químicos, mas buscar uma combinação com soluções biológicas. A integração entre as duas abordagens, segundo ele, pode contribuir para o manejo das lavouras, a rentabilidade dos produtores e a sustentabilidade da atividade agrícola.

As informações são do portal Cenário MT.