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Instituições financeiras ampliam reservas diante de sinais de maior risco no crédito

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil reforçaram as provisões para possíveis perdas com operações de crédito em 2026. No primeiro trimestre, os quatro bancos somaram R$ 44,8 bilhões em despesas com provisões, aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2025. A medida ocorre em meio ao avanço da inadimplência e à maior cautela das instituições na concessão de empréstimos.

De acordo com dados do Banco Central, a inadimplência no crédito ao consumidor atingiu 5,6% em maio e permaneceu nesse patamar em junho. O endividamento das famílias chegou a 49,9% em fevereiro, igualando o maior nível da série histórica iniciada em 2005. Com a Selic em 15% ao ano, o custo do crédito permanece elevado, pressionando o orçamento de consumidores e empresas.

Os resultados do segundo trimestre apresentaram diferenças entre os bancos. O Santander registrou R$ 7,65 bilhões em provisões, alta de 11,5% em 12 meses, enquanto o Banco do Brasil identificou aumento das perdas também em carteiras de pessoas físicas e pequenas e médias empresas, além do agronegócio. O Itaú manteve o menor índice de inadimplência entre os principais bancos. O cenário tende a estimular critérios mais rigorosos para concessão de crédito enquanto as instituições acompanham a evolução da economia e da capacidade de pagamento dos clientes.