A construção civil mantém ritmo de expansão em Mato Grosso do Sul, impulsionada por grandes obras de infraestrutura, novos empreendimentos imobiliários e programas habitacionais. Ao mesmo tempo, o setor enfrenta aumento nos custos de materiais e mão de obra, fator que pode pressionar o preço dos imóveis.
De acordo com levantamento publicado pelo Correio do Estado, com base em dados do Novo Caged, a construção abriu 5.722 postos de trabalho com carteira assinada em Mato Grosso do Sul entre janeiro e junho deste ano. O número representa aproximadamente 31% das 18.531 novas vagas formais registradas no Estado no período, colocando o setor como o segundo maior gerador de empregos.
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Parte desse crescimento está concentrada no interior, onde grandes investimentos industriais vêm aumentando a demanda por trabalhadores. Conforme divulgado, Inocência é um dos principais exemplos, com saldo de 3.810 vagas na construção civil, movimento relacionado às obras do Projeto Sucuriú, da Arauco. O empreendimento também movimenta transportes, comércio, serviços e empresas fornecedoras.
A expansão, no entanto, vem acompanhada de custos maiores. Segundo informações reunidas na reportagem do portal, a partir de dados do IBGE, o valor médio da construção por metro quadrado em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 1.896,68 em julho. Em janeiro, o custo estava em R$ 1.858,50. No acumulado de 12 meses, a alta chegou a 7,53%, enquanto somente em julho o avanço foi de 1,22%.
Materiais de construção estão entre os principais responsáveis pelo encarecimento das obras. Produtos como cobre, cimento, portas, tubos, fechaduras e esquadrias registraram elevação de preços, além do aumento dos gastos relacionados à mão de obra especializada, combustíveis e logística.
Outro fator que mantém o mercado aquecido é o programa Minha Casa, Minha Vida. Ainda segundo a publicação, mais de 30 mil unidades habitacionais foram contratadas em Mato Grosso do Sul entre 2023 e 2025. Campo Grande concentrou grande parte desses projetos, com investimentos próximos de R$ 2 bilhões.
Mesmo diante dos juros elevados e da pressão dos custos, a expectativa para 2026 continua positiva. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção mantém projeção de crescimento de 1,2% para o setor neste ano, sustentado principalmente pelas obras de infraestrutura, pelo mercado de trabalho e pelos empreendimentos imobiliários em andamento.
Fonte: Correio do Estado.



