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Familiares de Weverton Rocha, vice-líder do governo, são alvo de operação da PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos aplicados irregularmente sobre benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, estão entre os alvos das buscas.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação investiga possíveis movimentações financeiras e patrimoniais destinadas a ocultar a origem e o destino de recursos supostamente desviados.

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Segundo as informações divulgadas, a esposa, a filha e duas irmãs do senador foram alvo das diligências. O advogado Willer Tomaz também está entre os investigados. A PF suspeita que pessoas físicas, empresas, contas bancárias de terceiros e operações em dinheiro tenham sido utilizadas para movimentar e ocultar valores.

A investigação aponta Tomaz como integrante de uma estrutura que envolveria empresas, imóveis, aeronaves, operadores financeiros e interlocutores políticos. Os agentes também procuram bens que possam ter sido adquiridos com recursos de origem ilícita. Veículos de luxo e outros objetos foram apreendidos durante a ofensiva.

Documentos encaminhados ao STF indicam que Weverton Rocha seria citado em tratativas envolvendo demandas, beneficiários, pagamentos, repasses e decisões patrimoniais. Essas informações ainda são investigadas e não representam condenação ou comprovação definitiva de participação em crimes.

O senador já havia sido alvo de busca e apreensão em dezembro, em outra fase da Operação Sem Desconto. Na ocasião, afirmou ter recebido a medida com surpresa e serenidade e declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

A PF informou que as apurações continuam para identificar a origem e a destinação dos recursos, esclarecer a finalidade dos repasses e individualizar a eventual responsabilidade de cada investigado. As defesas dos citados devem ser procuradas para manifestação.