O ministro Kassio Nunes Marques, que assumirá nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro para participar da cerimônia de posse, mesmo diante da prisão domiciliar imposta ao líder conservador. A decisão rapidamente movimentou os bastidores políticos e jurídicos em Brasília, principalmente pelo simbolismo do gesto em meio ao cenário de forte polarização no país.
Segundo interlocutores do magistrado, o convite seguiu o protocolo adotado tradicionalmente em solenidades do Judiciário, incluindo todos os ex-presidentes da República vivos, como Dilma Rousseff, José Sarney e Fernando Collor. Para comparecer ao evento, porém, Bolsonaro dependerá de autorização do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução da execução penal relacionada ao processo sobre a suposta tentativa de golpe. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado para a cerimônia.
Indicado ao STF por Bolsonaro em 2020, Nunes Marques chega ao comando do TSE prometendo uma atuação menos intervencionista da Justiça Eleitoral. Nos bastidores, aliados afirmam que o ministro pretende reduzir o protagonismo da Corte nas disputas políticas, defendendo o uso do direito de resposta em vez da retirada massiva de conteúdos das redes sociais. A mudança é interpretada como um contraponto direto ao modelo adotado pelo TSE durante as eleições de 2022, período marcado pelo endurecimento das decisões judiciais e pelo aumento das críticas sobre censura e ativismo judicial no país.
Com informações dos portais SBT News e Quadro Geral.



