O comércio exterior de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com superávit, impulsionado principalmente pelo desempenho do agronegócio. Entre janeiro e março, o Estado exportou US$ 2,51 bilhões e importou US$ 751,58 milhões, resultando em saldo positivo de US$ 1,76 bilhão. Apesar de uma leve queda de 1,66% no valor exportado em relação ao mesmo período de 2025, o volume embarcado cresceu 11,83%, totalizando 6,82 milhões de toneladas.
A soja liderou a pauta exportadora, respondendo por 28,32% das vendas externas, seguida por celulose (27,41%) e carne bovina (19,38%). Outros produtos, como farelo de soja, carnes de aves e milho, também tiveram participação relevante. No campo das importações, o gás natural foi o principal item, com 24,21%, seguido por equipamentos para geração de vapor e derivados de álcool. A China manteve-se como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, concentrando 44,84%, à frente dos Estados Unidos, Países Baixos e Itália.
Os embarques continuam concentrados nos portos das regiões Sul e Sudeste, com destaque para Paranaguá, Santos e São Francisco do Sul. Entre os municípios exportadores, Três Lagoas lidera, seguido por Ribas do Rio Pardo, Dourados e Campo Grande. No recorte por setores, a indústria de transformação e a extrativa apresentaram retração nos preços, enquanto o volume exportado variou de forma desigual. Ainda assim, o Estado mantém uma sequência de superávits comerciais desde 2015, sustentada principalmente pela exportação de commodities.
As informações são do portal Enfoque MS.



