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Governo Lula quer blindar Toffoli e Moraes na CPI do Crime Organizado

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma ofensiva política para tentar proteger os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no âmbito da CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional. A informação foi divulgada nesta terça-feira (24) pela CNN Brasil.

A estratégia envolve a apresentação de 21 requerimentos pelo Partido dos Trabalhadores contra nomes ligados à oposição. Os pedidos foram protocolados pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e pelo senador Jaques Wagner.

Entre os alvos estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e os ex-ministros da Cidadania João Roma e Ronaldo Bento. Também consta na lista o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Os requerimentos incluem ainda a convocação dos governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha. A movimentação também mira o senador Flávio Bolsonaro por meio do pedido de convocação de sua ex-contadora, Letícia Caetano dos Reis.

Segundo a reportagem, o objetivo do Planalto é ampliar a lista de convocações e, assim, esvaziar a tentativa da oposição de avançar sobre os ministros do STF e integrantes do próprio Executivo, como Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A comissão é presidida pelo senador Fabiano Contarato, o que dá ao PT influência sobre a pauta e pode permitir a inclusão dos novos requerimentos já nas próximas sessões.

Apesar da articulação governista, parlamentares da oposição afirmam ter votos suficientes para aprovar a convocação de Moraes e Toffoli. A CPI tem 12 integrantes, cinco alinhados ao bloco oposicionista. O voto decisivo pode ficar nas mãos do relator, Alessandro Vieira, enquanto o presidente do colegiado só vota em caso de empate.