A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os repasses vieram da Prefeitura de Niterói, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do governo federal — por meio da Embratur — e da Prefeitura do Rio de Janeiro, via Riotur.
As informações são da coluna de Andreza Matais do Metrópoles.
Participação do governo federal
A primeira-dama Janja da Silva esteve duas vezes na escola, em 7 de outubro de 2025 e 7 de fevereiro deste ano. Na segunda visita, foi acompanhada pela ministra Anielle Franco, titular da Igualdade Racial, que incluiu o ensaio da agremiação em sua agenda oficial.
Registros mostram ainda que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi recebido ao menos duas vezes no Palácio do Planalto, onde teve encontros com a ministra Gleisi Hoffmann e outros integrantes do governo. As agendas constam em registros oficiais.
Valores e contratos
A Embratur destinou R$ 1 milhão à Acadêmicos de Niterói — mesmo valor repassado às demais 11 escolas do Grupo Especial. O órgão é presidido por Marcelo Freixo desde 2023.
Do governo estadual vieram R$ 2,5 milhões, dentro de um contrato de R$ 40 milhões firmado com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para patrocínio do Grupo Especial. O contrato, pela Liesa, é assinado por João Felipe Drumond, diretor-tesoureiro da entidade.
A Prefeitura de Niterói foi responsável pelo maior aporte individual: R$ 4 milhões. Segundo o prefeito Rodrigo Neves (PDT), o mesmo valor foi destinado à Unidos do Viradouro, campeã do carnaval deste ano.
Por fim, a Riotur contribuiu com mais R$ 2,15 milhões.
Rebaixamento
Intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o enredo somou 264,6 pontos — a menor nota entre as escolas do Grupo Especial — e resultou no rebaixamento da Acadêmicos de Niterói.
*Metrópoles



