Preso desde 12 de setembro do ano passado, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, estaria articulando uma proposta de delação premiada. Segundo a coluna, a iniciativa ganhou força após o avanço das investigações sobre familiares do operador, especialmente depois da prisão do filho, Romeu Carvalho Antunes, apontado como braço direito do pai no esquema.
Ainda conforme revelado, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também mira Tânia Carvalho dos Santos, esposa de Careca. Parlamentares aprovaram requerimento para ouvir a mulher do investigado, mas o depoimento ainda não foi marcado — fato que teria aumentado a tensão nos bastidores.
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As informações foram reveladas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles.
Negócios com Lulinha
De acordo com a apuração, um dos pontos centrais da possível delação envolveria supostos negócios com Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Interlocutores do operador afirmam que ele estaria disposto a detalhar operações que incluiriam articulações nas áreas de educação e saúde, além de conexões com o esquema investigado no INSS.
As tratativas sobre eventual acordo, no entanto, ainda enfrentam incertezas quanto à aceitação por parte do Ministério Público.
Investigação no STF
O caso é relatado pelo ministro Andre Mendonca, do Supremo Tribunal Federal. Ele também ficará responsável por outros processos sensíveis na Corte, após mudanças na relatoria envolvendo diferentes investigações.
Mudança para a Espanha
Conforme já havia sido noticiado pela coluna, Lulinha passou a residir em Madri, na Espanha, em meio ao avanço das apurações. Ele não comentou publicamente o caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista, que cobrou explicações do filho e defendeu que ele se responsabilize caso tenha cometido irregularidades.
Empresa de cannabis medicinal
A apuração também cita a empresa World Cannabis, que teria atuação nos Estados Unidos, Portugal e Brasil, com projeto voltado à produção de medicamentos à base de cannabis para fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo relatos atribuídos a colaboradores da Polícia Federal, Lulinha teria participado de articulações políticas relacionadas ao empreendimento.
As investigações seguem em curso e ainda não há decisão definitiva sobre eventual acordo de colaboração premiada.



