Estudos elaborados pela Instituição Fiscal Independente (IFI) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que a política fiscal do governo federal enfrenta dificuldades para se manter sustentável no médio prazo. Os documentos, produzidos por órgãos vinculados ao Senado e ao próprio Executivo, apontam que as despesas têm crescido em ritmo superior à arrecadação, o que pressiona o equilíbrio das contas públicas.
De acordo com as análises, apesar de avanços em indicadores de renda e qualidade de vida, o aumento dos gastos compromete recursos para despesas recorrentes, como o funcionamento da administração pública, a manutenção de rodovias federais e a prestação de serviços básicos. Mantida a trajetória atual, os relatórios alertam para o risco de agravamento do endividamento e possíveis impactos sobre a atividade econômica, o emprego e a renda.
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As projeções comparam o cenário atual ao período que antecedeu a crise fiscal de 2015, quando a dívida pública chegou a 66,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o atual mandato presidencial, a estimativa é de que a dívida alcance cerca de 81,4% do PIB. Em resposta, o Ministério da Fazenda afirmou que o governo cumpre o arcabouço fiscal e que a meta de resultado primário de 2024 foi alcançada, afastando a possibilidade de uma crise fiscal.
Com informações do portal Pleno News.



