A Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande deverá receber mais de R$ 54 milhões em repasses a partir de 2026, como parte de um acordo firmado para enfrentar a crise financeira que resultou em atrasos salariais, greves e risco de interrupção de atendimentos. Os recursos reúnem verbas do município, do Governo do Estado e emendas da bancada federal de Mato Grosso do Sul, com foco no pagamento de salários atrasados e do 13º de funcionários e médicos.
O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (29) pela prefeita Adriane Lopes (PP), após reunião no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) com representantes do hospital e dos entes públicos. Segundo a prefeitura, o acordo foi formalizado no Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica e busca evitar novas paralisações na principal unidade hospitalar do estado, garantindo a continuidade dos serviços à população.
Continue após a publicidade
A crise se intensificou nas últimas semanas, quando enfermeiros e servidores administrativos entraram em greve pelo atraso no 13º salário, paralisação encerrada após acordo de pagamento parcelado. Médicos contratados pelo regime CLT rejeitaram proposta semelhante e decidiram recorrer à Justiça. O CRM-MS alertou para risco de desassistência por falta de profissionais e insumos, enquanto o MPT-MS defende a penhora de bens do hospital para assegurar o pagamento dos direitos trabalhistas. O cronograma detalhado e a divisão dos recursos ainda serão divulgados pelo MPMS.
As informações são do portal Enfoque MS.



