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OMS passa a recomendar uso de canetas emagrecedoras para tratamento contínuo da obesidade

Foto: Comunicação / SES

A Organização Mundial da Saúde divulgou suas primeiras diretrizes para o uso de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade crônica em adultos. Os remédios, conhecidos no mercado por nomes como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, foram desenvolvidos originalmente para diabetes, mas ganharam espaço no controle de peso ao imitar um hormônio que aumenta a sensação de saciedade. A OMS aponta que a obesidade já afeta mais de um bilhão de pessoas e que doenças associadas causaram 3,7 milhões de mortes em 2024.

As recomendações indicam que esses fármacos podem ser utilizados de forma prolongada por adultos, com exceção de gestantes. A entidade ressalta, porém, que faltam dados mais robustos sobre segurança a longo prazo e reforça que o tratamento precisa ser acompanhado por alimentação equilibrada, atividade física e políticas públicas voltadas à prevenção. Para a OMS, as terapias com GLP-1 não resolvem sozinhas a crise global de saúde, mas podem integrar uma estratégia mais ampla contra a obesidade e suas complicações.

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A organização também chama atenção para o acesso desigual aos medicamentos, cujo custo elevado limita o uso em países de baixa renda. A alta demanda tem provocado escassez em diversos locais, afetando inclusive pacientes com diabetes que dependem dos remédios para controle da doença. A OMS incluiu as terapias com GLP-1 na lista de medicamentos essenciais e defende a ampliação da oferta, inclusive com versões genéricas, para reduzir desigualdades e frear o avanço dos gastos globais relacionados à obesidade.

Com informações do portal Enfoque MS.