AGORA
AGORA NO PORTAL

Últimas matérias

Rede Econômica vive momento recorde com associados e consolida marca aos 25 anos e faturamento acima de R$ 1 bilhão em um ano

Associados comemoram 25 anos de crescimento estruturado e faturamento recorde.

O histórico da Rede Econômica, ao longo de 25 anos, mostra que a junção daqueles pequenos donos de mercado, que queriam maior poder de barganha para negociar com marcas do ramo alimentício, resultou em muito mais do que o esperado: enquanto cresciam, transformaram o negócio em grandes empreendimentos e hoje geram milhares de empregos, inspiram gerações e se consolidaram com recorde histórico de R$ 1 bilhão de faturamento, ao longo de 2024.

São, ao todo, 16 associados, que participaram de uma noite memorável, de comemoração de 25 anos, em um restaurante de Campo Grande. Entre os presentes, estavam não só muitos fundadores, bem como esposas, filhos, a família Rede Econômica, que é sinônimo de tradição e respira prosperidade. Neste momento, os empresários também celebram a expansão orgânica em suas lojas e a expansão do CD (Centro de Distribuição).

Getúlio Siqueira dos Santos, de 56 anos, é um dos fundadores. “Estou há 25 anos na rede. Sou de Campo Grande e tudo realmente começou com a necessidade de nos unirmos, para termos preços competitivos e negociar com os grandes, então, houve a necessidade de concentrar esforços e comprarmos em conjunto, até para poder ir para mídia em conjunto e ofertar melhores preços ao consumidor e, desde então, tem dado muito certo”, ressaltou o empresário.

Preço competitivo

De acordo com Getúlio, que possui lojas na região periférica da cidade, atendendo ao público C e D, ter o preço competitivo significa em fazer o cliente não sair “atrás de desconto”. “Ele não fica saindo atrás de pagar R$ 10 ou R$ 15 a menos e compra em seu bairro mesmo”, avaliou.

Outro associado, Idair Lima Gomes, de 65 anos, disse que participa da Associação há 24 anos e possui supermercados em dois municípios do Estado, começando sua história em Chapadão do Sul, a 331 quilômetros de Campo Grande.

“Entrei um ano depois da fundação e, naquela época, todo mundo era pequeno, eu tinha uma portinha só, daí fiquei sabendo da rede e vim atrás. Consegui entrar. Eu era bancário e tinha acabado de sair do banco, daí comprei um mercado pequeno e fui crescendo. Não me arrependo de nada do que vivi”, relembrou o empresário.

Jovem na presidência

Honrando o legado da família no ramo, César Luiz Maier Gaedicke é quem vai assumir a presidência da Rede Econômica. Ele explica que faz parte da terceira geração e que o seu avô é quem fundou o Mercado Gaúcho, localizado no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, ao lado de seu pai.

“Quando a Rede Econômica surgiu eu tinha 10 anos de idade. Ela surgiu no ano 2000 e agora estou com 35 anos, assumindo a presidência da rede, após participar da diretoria por alguns anos. Eu sou o mais jovem a assumir o cargo. Todos os outros fundadores são da primeira geração. É um legado e penso que só tenho que trabalhar daqui pra frente. Não há limite”, ressaltou o empresário.

Desde muito jovem, César diz que participava dos assuntos familiares e então não viu outro caminho a ser seguido. “Cheguei a cursar engenharia civil, trabalhei uma época, mas acabei voltando para empresa. Foi um caminho natural eu acredito e acho que consigo agregar no que a rede precisa hoje. A intenção é fortalecer um projeto de marca própria, além da rede nacional que a Rede Econômica participa”, argumentou.

Neste momento de expansão, o empresário comenta que o Centro de Distribuição está em fase de ampliação e a intenção é aumentar os fornecedores e oferecer ainda mais possibilidades aos clientes, além de facilitar a logística.

Escala e logística

“A gente ganha em volume, em escala. E quando a gente compra direto na indústria, a verba vem direto para nós e podemos definir o que será feito, de forma estratégica, qual produto será colocado. E tem a questão do tempo também. Um produto que demorava dias chegando em horas, então, a gente ganha em escala e em logística”, exemplificou o presidente.

A Pag Poko, no bairro Mata do Jacinto, também é sinônimo de prosperidade. Inaugurado na década de 80, logo cresceu e hoje possui nove lojas em Campo Grande, inclusive, com projeto de ampliação previsto para o próximo ano.

“Meu marido, Adeilton Prado, era vendedor de iogurte e montou uma sociedade. Ele comprou uma casa e o mercado era em uma salinha, quando ficou somente ele, foi feito o convite ao meu sogro para ajudar, depois minha sogra também. Meu marido ficou mais um ano vendendo iogurte, até focar só no supermercado. Nós nos casamos em 1985 e eu trabalhava em tudo também”, relembrou Rose Prado.

De caixa ao setor de RH (Recursos Humanos), a empresária diz que viu o pequeno mercado, com prateleiras de madeira, crescer e se expandir em demais lojas. No decorrer dos anos, os três filhos do casal passaram a se identificar com a empresas, em setores diferentes.

Família, fé e educação

“Nunca forçamos a nada. Todos se formaram e aí foi um processo natural. Nós sempre trabalhamos unidos, com fé, educação e acho que este é o segredo. O sucesso começa da sua honestidade, trabalhar certo e assim criamos os nossos filhos, com fé e educação”, ressaltou.

Outra representante do poderio feminino é Neusa Maria Gonçalves, que acompanhou o marido e os filhos, da mesma forma, estão assumindo o negócio. “Nós éramos menores e eu não tinha condição de crescer sozinha. Via os grandes supermercados e tinha vontade de ter o meu também e a Rede Econômica me mostrou que era possível ter um poder maior de negociação. Eu nunca esqueço o dia em que os primeiros associados chegaram no meu estabelecimento. Lá era pequenininho, um mercadinho mesmo”, relembrou.

Desde então, eu batalhei muito. “Eu vim do sul do país em busca de crescimento e pensava: ‘Se fosse para ser empregada, ficava lá mesmo. Foi até que conheci um dos primeiros associados e conversei com ele, lá no Ceasa. Eu e meu esposo íamos sempre lá e foi aí que eu pedi uma oportunidade ao presidente. Queria ser sócia e depois de 15 dias me chamaram. Foi muito bacana, aprendi muitas coisas”, contou.

Grandes negociações

Com o “dom natural de comprar”, como Neusa mesmo define, buscou oportunidade e, ao mesmo tempo, foi desfazendo da própria casa para ampliar o mercado.

“Foi até que eu comprei outro supermercado no Jardim Noroeste. Hoje tenho quatro, incluindo o express. E hoje fazemos grandes negociações. Consegui levar os filhos. Um é do financeiro, outro do administrativo e contabilidade. Todos pegaram o caminho”, finaliza, com orgulho.

O gerente comercial, Rodrigo Costa, também participou da comemoração e ressalta que a Rede Econômica não para de crescer. “Temos um planejamento estratégico, além de ampliar e melhorar nossas lojas, estruturar o marketing e o comercial para estarmos cada vez melhores na negociação, firmando uma parceria forte com os fornecedores que contribuem positivamente para o crescimento e fortalecimento da Rede Econômica. O fornecedor faz parte do elenco que contribuiu e contribui para este resultado da Rede Econômica”, encerrou.