Durante o julgamento do chamado “núcleo 3” do caso “kids pretos”, nesta quarta-feira (12), o advogado Jeffrey Chiquini, que representa o tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, questionou a postura do procurador da República Paulo Vasconcelos Jacobina. A interrupção ocorreu após o defensor notar risos do procurador durante sua fala na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Chiquini afirmou: “Desculpa, não sei o que é engraçado. O procurador rindo enquanto eu falo. Não sei o que tem graça nisso”.
O julgamento, retomado nesta quarta-feira, envolve militares do Exército e um policial federal acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de participação em um plano que teria como objetivo “neutralizar” autoridades. A PGR aponta o grupo como responsável por monitorar e planejar possíveis ataques, no que teria sido batizado de “Punhal Verde e Amarelo”.
Na defesa, Chiquini negou que o tenente-coronel tivesse qualquer papel de liderança nas supostas ações e apresentou registros que, segundo ele, comprovam que o acusado não participou das reuniões citadas no processo. O advogado afirmou que, nas datas mencionadas pela acusação, seu cliente estava em casa com a família, e pediu a absolvição com base na “negativa de autoria”. O julgamento segue sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
As informações são do portal Metrópoles.



