Determinada ala da política brasileira faz dissimulação e finge não enxergar que o país está exausto da criminalidade e da impunidade. Em vez de apoiar quem enfrenta o crime organizado, prefere atacar e punir quem age para defender a população. A análise do colunista Mario Sabino, publicada no Metrópoles, veio em momento oportuno — justamente quando cresce uma ofensiva nacional contra a operação policial que, ao contrário das críticas, tem amplo apoio popular.
Segundo o artigo, a esquerda se recusa a aceitar o que as pesquisas já demonstraram: a maioria dos brasileiros apoia a polícia e aprova as operações que enfrentam o crime organizado em comunidades dominadas por facções. Mesmo diante desse apoio, setores ligados ao governo e à militância tentam deslegitimar as ações das forças de segurança e até punir o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), além dos policiais que arriscam a vida para proteger a sociedade.
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De acordo com a análise, o Brasil chegou ao limite da tolerância com a criminalidade e a impunidade. Enquanto o cidadão comum exige segurança e justiça, parte da classe política e acadêmica insiste em justificar a violência como “consequência da desigualdade”, negando o papel essencial das forças de segurança no combate ao tráfico e às milícias.
Em vez de reconhecer que o povo está cansado do medo e da falta de autoridade, lideranças progressistas preferem atacar quem age para restabelecer a ordem. A tentativa de transformar policiais e governantes em vilões revela, segundo o texto, o distanciamento da esquerda em relação à realidade das ruas — onde o brasileiro quer menos discurso e mais ação.
“O problema é que a esquerda não aceita que a maioria dos brasileiros gosta de polícia que age como polícia”, afirma o artigo. “Ninguém precisa ser radical para enxergar o óbvio: bandido bom é bandido preso.”
Nesta terça-feira (4), a ministra Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação do governador Cláudio Castro, pela inelegibilidade por oito anos e pela realização de novas eleições no estado. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira.
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “desastrosa” a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais. Em entrevista a veículos internacionais, Lula falou em “matança”, reforçando o discurso de críticas às forças de segurança que atuaram nos Complexos da Penha e do Alemão.
As declarações de Lula reforçam o mesmo movimento apontado por Sabino: a esquerda tenta punir quem combate o crime. Enquanto a maioria dos brasileiros apoia a polícia e defende ações firmes contra o tráfico, o governo e seus aliados continuam tratando policiais como vilões — e criminosos como vítimas.



