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Imprensa eufórica vibra com “elogios” de Trump a Lula e finge não ver duras críticas ao Brasil

A imprensa brasileira voltou a mostrar seu viés clássico: aplaudir qualquer gesto simpático dirigido a Luiz Inácio Lula da Silva e ignorar, com precisão cirúrgica, os alertas e críticas que realmente importam. Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, disse ter tido “uma química excelente” com Lula. Um elogio superficial, quase uma formalidade diplomática, que virou manchete em praticamente todos os jornais do país.

O que passou discretamente entre as linhas foi muito mais relevante: sanções contra autoridades brasileiras, restrições de vistos e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos – medidas que refletem a fragilidade política e econômica do Brasil sob o governo Lula. Criticas duras sobre corrupção, interferência judicial e ataques aos direitos de cidadãos americanos praticamente não existiram na cobertura nacional.

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Instantes antes de elogiar Lula, Trump criticava a política interna brasileira, mencionando supostas afrontas à liberdades e ataques contra cidadãos americanos.

“O Brasil enfrenta agora grandes tarifas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e na liberdade dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, instrumentalização, corrupção judicial e ataques a críticos políticos nos Estados Unidos”, afirmou o republicano.

Enquanto a imprensa vibra com elogios e sorrisos, o Brasil enfrenta um cenário de decadência institucional e crises políticas reais, ignoradas convenientemente. Essa seletividade na cobertura não é apenas uma falha jornalística: é um desserviço à população, que recebe uma narrativa distorcida, que mascara problemas graves e transforma gestos triviais em triunfos internacionais.

O resultado é óbvio: Lula sai fortalecido, a imprensa celebra, e o país, silenciosamente, paga o preço de ser retratado de forma irreal.