Três advogados estão sob investigação por suspeita de falsificação de provas em um processo de divórcio que envolve a partilha de aproximadamente R$ 160 milhões. A denúncia, apresentada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, aponta que documentos e informações teriam sido manipulados para alterar os termos do acordo firmado entre o empresário Lucas Queiroz Abud e a ex-esposa, Fabiana Durand Gordilho.
Entre os citados estão nomes de destaque no meio jurídico baiano: Eugênio de Souza Kruschewsky, professor e procurador do estado, e Ana Patrícia Dantas Leão, que já concorreu duas vezes à presidência da OAB-BA. Também figura na denúncia a advogada Michelle Santos Allan. Os três são acusados de criar versões que não correspondiam aos registros oficiais, incluindo a data de fundação de uma empresa e suposta quebra de sigilo bancário, além da utilização de um boletim de ocorrência de violência doméstica considerado falso.
A representação sustenta que as provas apresentadas tinham como objetivo convencer a Justiça de que o divórcio foi assinado sob coação e com ocultação de patrimônio. Caso a denúncia seja confirmada, os advogados podem ser suspensos do exercício profissional por até um ano. A reportagem tentou contato com os citados, mas não obteve retorno até a publicação.
Metrópoles.



