A articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), para que a Câmara dos Deputados vote uma anistia a Jair Bolsonaro logo após o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) elevou a pressão sobre o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, partidos como PP, União Brasil e Republicanos já aderiram ao movimento, tornando a votação praticamente inevitável. Motta, por sua vez, admitiu a deputados que existe maioria para pautar o tema, mas afirmou que pretende conversar primeiro com o Senado e com o STF.
O líder do PT, Lindbergh Farias, classificou a manobra como um “golpe arquitetado no parlamento” e ressaltou que o STF já decidiu que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser anistiados.
A proposta, caso avançe, reacende o debate sobre limites legais e constitucionais para anistias a crimes políticos, principalmente em um contexto de decisões judiciais recentes envolvendo ex-presidentes e aliados.



