O governo brasileiro, representado pelo vice‑presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira, enviou em 15 de julho uma carta ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio americano, Jameson Greer. O documento expressa “indignação” diante das tarifas de 50% impostas unilateralmente, com início previsto para 1º de agosto, e destaca o histórico comercial de quase 200 anos entre os países, alertando para os potenciais prejuízos econômicos.
Desde abril, o Brasil afirma ter atuado de “boa‑fé” em negociações com os EUA, incluindo o envio de uma proposta confidencial em 16 de maio. Na carta, o governo reforça que ainda aguarda retorno formal dos norte‑americanos, expressa a urgência da questão e se coloca pronto para dialogar com o objetivo de minimizar os impactos no comércio bilateral.
Paralelamente, Alckmin reuniu-se com lideranças da indústria, setores sindicais e autoridades federais para elaborar estratégias visando reverter a medida até 31 de julho. O Brasil também se apoia na recém-criada Lei de Reciprocidade Econômica, que permite contramedidas a barreiras comerciais unilaterais — medida que pode ser acionada caso não haja acordo até o prazo estabelecido.
Fonte: Metrópoles.



