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Estudo aponta padrão estruturado de violência sexual no ataque de 7 de outubro

As consequências em 12 de outubro de 2023, no local do festival de música Nova, onde militantes do Hamas assassinaram e estupraram israelenses FOTÓGRAFO DO SUNDAY TIMES, JACK HILL

Na terça-feira, 8 de julho, o The Dinah Project divulgou seu relatório judicial, reconduzindo ao debate internacional o uso sistemático da violência sexual durante o ataque de 7 de outubro de 2023, ocorrido em áreas civis do sul de Israel.

Resumo principal:
Com base em depoimentos de 15 reféns libertados, 17 testemunhas oculares e 27 membros da equipe de socorro, além de exames forenses e audiovisuais, o documento aponta diversos casos — incluindo estupro, estupro em grupo, nudez forçada, humilhação pública, mutilação genital e execução de vítimas com restrições físicas — em pelo menos seis locais distintos como o festival Nova e três kibutzim. O estudo destaca que muitas vítimas foram mortas — fator que dificultou a obtenção de provas legais.

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Os autores consideram que essas ações configuram uma estratégia deliberada de terror e guerra, comparável a práticas de grupos como ISIS e Boko Haram . Além disso, apontam desafios processuais por dependerem de provas indiretas e testemunhos em situações em que as vítimas não puderam relatar ou morreram — o que exige uma nova abordagem legal e aplicação do princípio da responsabilidade criminal coletiva.

Recomendações do relatório:

  1. Desenvolver marcos jurídicos específicos para violência sexual em conflitos, que permitam provas indiretas (testemunhos de terceiros, res gestae, laudos forenses) .

  2. Aplicar responsabilidade coletiva às forças envolvidas, em vez de exigir vínculo entre cada autor e vítima individual.

  3. Reconhecimento formal, nas Nações Unidas, de que o Hamas utilizou violência sexual como ferramenta de guerra.

O ataque de 7 de outubro provocou aproximadamente 1.200 mortes e 251 sequestros, e o Hamas nega qualquer envolvimento em crimes sexuais. A divulgação deste relatório ocorre paralelamente ao processo de negociação de um cessar-fogo entre as lideranças de Israel e Hamas no 21.º mês do conflito

As informações são do portal Quadro Geral.