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Três são mortos em mega operação contra o tráfico em região da fronteira

O Comando de Operações de Defesa Interna (CODI) do Paraguai confirmou neste domingo (29) a identidade de dois dos três supostos narcotraficantes mortos durante a operação Yararius, realizada no sábado (28) em um porto clandestino nos arredores de Saltos del Guairá. Os abatidos seriam membros do grupo liderado por Felipe Santiago Acosta Riveros, o “Macho”, apontado como o criminoso mais procurado do país.

Os mortos foram identificados como Guido Nicolás Coronel Vera, de 25 anos, com antecedentes por inadimplência de pensão alimentícia, e Junior Antonio Montanía Lezcano, de 24, com histórico de assalto. O terceiro não foi identificado, mas suspeita-se que seja de nacionalidade brasileira, já que suas digitais não constam no sistema da Polícia Nacional.

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A operação foi liderada pelo próprio comandante do CODI, general de brigada Abel Eulogio Acuña Cabañas, com apoio de helicópteros, informações da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e do Batalhão de Inteligência Militar (Bimi). A ação mirou três acampamentos em uma área de mata próxima à colônia Yvy Porã, às margens do rio Paraná, cerca de 16 km por via fluvial do porto de Saltos del Guairá, no departamento de Canindeyú.

No local, os militares apreenderam 887 quilos de maconha prensada, 4 quilos de haxixe, além de um arsenal composto por oito fuzis calibre 5.56, cinco fuzis calibre 7.62, duas espingardas calibre 12, mais de 700 munições e uniformes camuflados.

Segundo a investigação, o local funcionava como entreposto de maconha que seria transportada por barcos até o Brasil. A suspeita é de que o próprio “Macho” estivesse no local no momento da operação e tenha fugido por via fluvial.

A região é conhecida por intensas atividades de narcotráfico. Em janeiro, na mesma área, ocorreu a operação Guadalupe, onde quatro policiais e um civil foram flagrados tentando extorquir o grupo criminoso em troca de passagem livre para a droga. Já em dezembro, a operação Marangatu apreendeu um recorde de 57 toneladas de maconha prensada.

As ações fazem parte de um cerco mais amplo ao crime organizado na região de Canindeyú, foco estratégico do tráfico de drogas entre Paraguai e Brasil.