Um levantamento técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (MG), destaca os principais desafios energéticos enfrentados pela agricultura irrigada no país. O estudo analisa a atual infraestrutura de fornecimento de energia elétrica no meio rural e projeta a demanda até 2040, com foco em subsidiar políticas públicas e orientar investimentos.
A pesquisa identificou déficit estrutural em diversas regiões produtoras, especialmente no Norte, onde será necessário um crescimento superior a 20% ao ano na rede elétrica para atender à expansão da irrigação. O estudo também aponta uma demanda reprimida em polos agrícolas com grande potencial irrigável, além de falhas na continuidade e na qualidade do fornecimento de energia. Indicadores como o “Índice de Adensamento Rural” e o “Energia Não Suprida” revelam que a oferta atual ainda é insuficiente para sustentar a produção agrícola de forma segura.
Entre as recomendações estão ajustes nos procedimentos regulatórios do setor elétrico e revisões na Política Nacional de Irrigação. A análise mostra que, até 2040, os polos irrigados precisarão de 5 gigawatts de potência instalada, o dobro da capacidade atual. O documento reforça a necessidade de articulação entre os setores elétrico e agropecuário para garantir segurança hídrica e energética no campo.



