Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (4/6) mostra que 57% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atingindo a pior avaliação do atual mandato. A aprovação, por sua vez, caiu para 40%, ambos os índices refletindo estabilidade negativa em relação à rodada anterior.
Embora a percepção negativa prevaleça, a avaliação da economia mostra leve melhora: a parcela que acredita que a situação econômica piorou caiu de 56% para 48%. Também recuou a percepção de alta nos preços de alimentos (de 88% para 79%) e combustíveis (de 70% para 54%).
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Entre os dados mais relevantes da pesquisa:
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Lula é desaprovado por 54% das mulheres, 47% das pessoas com até Ensino Fundamental e 49% daqueles que ganham até dois salários mínimos.
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Pela primeira vez, a desaprovação entre católicos supera a aprovação, com 53% contra 49%.
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Para 45%, o governo está pior do que o esperado.
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61% avaliam que o Brasil caminha na direção errada, aumento considerável desde janeiro, quando eram 50%.
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O governo é apontado por 31% dos entrevistados como responsável pelo esquema de fraudes no INSS.
A pesquisa, que ouviu mais de 2 mil brasileiros com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais, indica uma piora geral da avaliação do governo desde dezembro de 2024. A avaliação negativa soma agora 43%, enquanto a positiva está em 26%.
Regionalmente, o Nordeste permanece como a única região que aprova o governo, com 54%, enquanto no Sudeste a desaprovação bate recorde, alcançando 64%.
Impacto do escândalo do INSS
O levantamento destacou o impacto do recente escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema, que veio à tona em dezembro de 2023, envolvendo desvio de recursos descontados de aposentadorias e pensões, foi conhecido por 82% dos entrevistados.
Entre os que souberam do caso, 31% responsabilizam diretamente o governo Lula pelas irregularidades. As denúncias geraram investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), culminando na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, que levou à demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
O escândalo expôs que as entidades beneficiadas por esses descontos chegaram a arrecadar cerca de R$ 2 bilhões em um ano, enquanto enfrentavam milhares de processos por fraudes nas filiações.



