Um laudo pericial judicial, solicitado pela 1ª Vara da Fazenda Pública e apresentado em 23 de maio, estimou que a Prefeitura de Campo Grande deve cerca de R$ 377 milhões ao Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da capital. A análise técnica foi produzida no contexto de uma ação movida pela concessionária em 2019 e não considera encargos como juros e correções monetárias.
De acordo com o documento, a origem da dívida estaria ligada a modificações contratuais realizadas de forma unilateral pelo Município, que teriam comprometido o equilíbrio financeiro do contrato. A perícia também destaca deficiências na atuação da Agereg e da Agetran, responsáveis por regular e fiscalizar o serviço, o que teria contribuído para o agravamento do problema.
O caso está sendo acompanhado pela CPI do Transporte Coletivo na Câmara Municipal. O presidente da comissão, vereador Dr. Lívio, chamou atenção para a gravidade da situação e defendeu uma revisão estrutural na política pública de mobilidade urbana, com foco em planejamento de longo prazo, subsídios municipais e qualidade no atendimento à população.



