Aos 82 anos, o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi diagnosticado com câncer de próstata em estágio avançado. Segundo comunicado divulgado neste domingo (18), o tumor é considerado altamente agressivo, com escore de Gleason 9 — um dos mais altos da escala médica que mede a gravidade da doença — e já apresenta metástase óssea.
Longe da vida pública desde o fim de seu mandato em janeiro, Biden deve iniciar tratamento com terapia hormonal, medida comum em casos avançados que buscam desacelerar a progressão do câncer. A cirurgia e a radioterapia estão praticamente descartadas devido à idade.
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A escala de Gleason, usada mundialmente para avaliar tumores prostáticos, varia de 6 (menos agressivo) a 10 (mais agressivo). No caso de Biden, o escore 9 indica rápida evolução e maior risco de disseminação, o que se confirmou com a presença de células cancerígenas nos ossos. A metástase óssea pode causar dores intensas, dificuldade de locomoção e risco de fraturas.
Apesar do cenário preocupante, especialistas ouvidos pela imprensa americana afirmam que o câncer é tratável, embora não curável. A resposta ao tratamento hormonal será essencial para conter o avanço da doença.
Nesta segunda-feira (19), Biden se pronunciou nas redes sociais: “O câncer toca-nos a todos. Como muitos de vocês, Jill e eu aprendemos que somos mais fortes nos lugares quebrados. Obrigado por nos levantar com amor e apoio”, escreveu o ex-presidente, ao lado da esposa.



