O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (12) que, caso não seja reeleito em 2026, pretende respeitar o resultado das eleições e garantir a passagem da faixa presidencial ao vencedor do pleito. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Diário FM de Macapá.
Lula destacou que seu objetivo é encerrar o mandato com todas as promessas cumpridas e que deseja concluir sua gestão de maneira transparente.
“Eu tenho dois anos muito primorosos na minha vida. Talvez os dois anos mais importantes da minha vida porque eu acho que preciso entregar tudo aquilo que prometi para o povo. E eu quero entregar porque eu quero sair de cabeça erguida como eu entrei, de cabeça erguida descer a rampa e cumprimentar o povo”, afirmou.
O presidente também ressaltou que comparecerá à cerimônia de transmissão do cargo em caso de derrota:
“Não quero deixar de colocar uma faixa no presidente que ganhar as eleições. Quero respeitar o resultado eleitoral e, se alguém ganhar, vou lá entregar a faixa”, completou.
Nos últimos meses, Lula tem evitado comentar sobre o cenário eleitoral de 2026, afirmando que ainda é cedo para debater sucessão presidencial. Entretanto, pesquisas de intenção de voto já começam a ser divulgadas. Parte desses levantamentos apontam que Lula venceria no primeiro turno contra nomes da direita, como Tarcísio de Freitas, Eduardo Bolsonaro e Pablo Marçal. Em um eventual segundo turno, o petista também manteria vantagem, mas com disputa mais acirrada.
Outro lado
Em resposta às declarações de Lula, Fábio Wajngarten, assessor de imprensa e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social de Jair Bolsonaro, afirmou à CNN que o presidente está fazendo declarações sem apresentar realizações concretas em seu governo.
“De forma que contraria sua própria fala da semana passada, quando criticou as bravatas do Trump, ele, Lula, não consegue sequer criar marca e propósito em sua gestão”, disse Wajngarten.



