Nesta sexta-feira (10), Nicolás Maduro tomou posse como presidente da Venezuela pela Assembleia Nacional, iniciando seu terceiro mandato, que irá de 2025 a 2031. No poder desde 2013, o líder chavista assumiu o cargo em meio a acusações de fraude eleitoral e sob o protesto da oposição majoritária, que alega que Edmundo González Urrutia foi o verdadeiro vencedor das eleições realizadas em julho de 2024.
A cerimônia ocorreu no Parlamento, presidido pelo chavista Jorge Rodríguez. Durante seu juramento, Maduro prometeu inaugurar um “novo período de paz, prosperidade e nova democracia”. O ato foi realizado diante de uma cópia original da Constituição de 1999, assinada pelo falecido Hugo Chávez, mentor político do atual presidente.
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Presença de aliados e ausência de transparência
A posse foi acompanhada por figuras-chave do regime, como o procurador-geral Tarek William Saab, a presidente da Suprema Corte Caryslia Rodríguez, o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) Elvis Amoroso, e o ministro da Defesa Vladimir Padrino López.
Apesar da proclamação de Maduro como vencedor, o CNE não divulgou os resultados detalhados das eleições, o que intensificou as críticas da oposição e da comunidade internacional. Organizações de direitos humanos e países estrangeiros pedem mais transparência no processo eleitoral venezuelano.
Oposição não reconhece resultado
A oposição, reunida na Plataforma Unitária Democrática (PUD), afirma que González Urrutia venceu as eleições. Segundo o grupo, eles reuniram 85% das atas eleitorais, que apontariam o triunfo de González. Esses documentos foram disponibilizados publicamente para consulta. No entanto, o governo de Maduro classificou as atas como “falsas” e as acusações como uma tentativa de desestabilização.
Crise política continua
A posse de Maduro aprofunda a polarização política na Venezuela. Enquanto seus aliados destacam a continuidade de seu projeto de governo, críticos denunciam a falta de democracia e a repressão às vozes contrárias.
Com a economia em frangalhos e a crescente pressão internacional, o novo mandato de Nicolás Maduro promete ser marcado por desafios internos e externos, enquanto a oposição busca alternativas para reverter a situação política do país.



