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Justiça manda soltar “Rei do Lixo”, investigado por desvio de R$ 1,4 bilhão de contratos e licitações

O empresário José Marcos de Moura é do ramo da limpeza urbana. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, nesta quinta-feira (19), pela soltura de Marcos Moura, empresário conhecido como o “Rei do Lixo”, preso desde o dia 11 de dezembro sob suspeita de envolvimento em fraudes de licitações que resultaram no desvio de R$ 1,4 bilhão.

Na decisão, a Justiça destacou que a prisão não apresentou fatos objetivos que justificassem a manutenção da medida. O documento aponta que os indícios contra Moura são indiretos e que a proximidade dele com outro investigado, Alex Parente, foi considerada insuficiente para sustentar a necessidade da prisão preventiva.

Fraudes e Suspeitas
Marcos Moura, integrante da cúpula do União Brasil e próximo ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é apontado como líder de um esquema de superfaturamento de contratos de licitação. Segundo as investigações da Polícia Federal, os recursos desviados eram provenientes de emendas parlamentares e destinados a empresas previamente escolhidas.

O esquema teria envolvido obras superfaturadas, com contratos de valores inflacionados que desviavam recursos públicos. Moura era membro do diretório nacional do União Brasil, cargo ao qual foi indicado por ACM Neto.

Próximos Passos
Embora em liberdade, Moura segue sob investigação pelas autoridades. A Polícia Federal continua apurando os detalhes do esquema e identificando outros possíveis envolvidos.

A soltura reacende debates sobre o uso da prisão preventiva no sistema jurídico brasileiro, sobretudo em casos que envolvem suspeitos de crimes de colarinho branco.