A jornalista e comentarista política Natuza Nery fez duras críticas à aprovação do Projeto de Lei nº 1.169/2015 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Durante sua participação em um programa da GloboNews, Nery afirmou que a aprovação do PL, que propõe a reintrodução do voto impresso no Brasil, seria uma manobra política sem perspectiva de avançar no Congresso.
“A CCJ virou a porteira do inferno”, afirmou Natuza Nery, destacando que, embora a proposta tenha sido aprovada, ela não tem chances de ser efetivamente implementada. A jornalista enfatizou que a iniciativa não visa, de fato, a melhoria do sistema eleitoral, mas sim alimentar a desinformação e criar um clima de terror na sociedade.
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“Sabem que isso não vai passar, é para fazer jogo de cena, terrorismo com a sociedade”, disse, referindo-se ao movimento liderado por alguns parlamentares em favor da mudança. Segundo Nery, o objetivo não é resolver problemas reais, mas gerar uma crise de confiança nas urnas eletrônicas, que são amplamente reconhecidas pela segurança e transparência do processo eleitoral.
A proposta de voto impresso, que foi rejeitada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), busca reverter a decisão e estabelecer a impressão dos votos em urnas eletrônicas, o que geraria uma possibilidade de recontagem manual. A aprovação na CCJ segue para uma possível votação no plenário da Câmara dos Deputados, mas a medida enfrenta resistência de diversas entidades e especialistas, que alertam para o retrocesso e o risco de desestabilização do sistema eleitoral brasileiro.
A crítica de Nery se soma ao posicionamento de organizações da sociedade civil, como a Transparência Brasil e a Conectas Direitos Humanos, que também condenam o projeto, classificando-o como uma tentativa de desacreditar um sistema eleitoral comprovadamente seguro.
O projeto agora segue para discussão no plenário da Câmara, onde será debatido antes de possível votação, mas a expectativa é de que a medida enfrente grande resistência entre os parlamentares, diante do contexto político e jurídico desfavorável.



