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Advogada que filmou polêmica em voo se arrepende: “Perdi o controle”

Foto: Reprodução | Fantástico

O episódio envolvendo Jeniffer Castro, que recusou trocar de lugar com uma criança durante um voo do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, ganhou novos desdobramentos. Em entrevista ao programa Fantástico, a advogada Eluciana Cardoso, responsável por gravar e expor o caso nas redes sociais, admitiu estar arrependida de sua atitude.

“Parecia que eu estava saindo do meu corpo. Fiquei com taquicardia no coração”, disse Eluciana, visivelmente emocionada.

Sua filha, Marianna Cardoso, também comentou o impacto da situação, reconhecendo um erro ao publicar o vídeo com o rosto de Jeniffer exposto. “Cometi um erro de iniciante e não acho justo ser massacrada por isso”, desabafou.

Durante a entrevista, Eluciana fez um pedido de desculpas público. “Peço desculpas para Jeniffer, Aline, Arthur, minha filha e até para mim mesma. Eu achei que tinha sido forte naquele momento, mas não fui. Poderia ter evitado”, afirmou.

A versão de Jeniffer Castro

No programa Encontro, Jeniffer Castro, a passageira exposta, relatou sua experiência. Segundo ela, o desconforto começou no embarque, quando encontrou a criança sentada em seu assento.

“Eu pedi para ele sair, e ele saiu, mas ficou chorando. Entendi que ele queria viajar ao lado da avó, que estava no meu lado. Apesar de haver outras janelas disponíveis, ele insistiu no meu lugar. O choro durou o voo inteiro, e foi aí que a mulher começou a gravar”, explicou.

Jeniffer destacou o medo e a preocupação com sua segurança após o caso viralizar. “Estou recebendo apoio, mas também tem muita gente mandando mensagens perguntando onde moro. Isso me deixa com medo. Não sei o que as pessoas podem fazer comigo ou com minha família”, desabafou.

Ela ainda relatou um episódio de hostilidade ao pegar sua bagagem. “A mãe da criança me chamou de imbecil. A companhia aérea não me deu suporte em nenhum momento”, afirmou.

Regulamentação e repercussão

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a troca de poltronas é obrigatória apenas em casos que envolvam saídas de emergência ou questões de segurança operacional. Ou seja, Jeniffer não tinha a obrigação de ceder o lugar.

O caso gerou intenso debate nas redes sociais, com a maioria dos internautas defendendo a passageira. “Seu filho só é especial para você”, comentou um usuário. Outro afirmou: “Ela pagou pelo lugar na janela e não tem obrigação nenhuma de ceder por causa de criança mimada.”

A polêmica continua a repercutir, enquanto medidas judiciais são consideradas por ambas as partes.

*Com informações do Metrópoles.