Após 25 anos de atuação, os agentes de trânsito da Agetran, conhecidos como “amarelinhos”, serão retirados das ruas de Campo Grande. A decisão, confirmada por fontes internas, ocorre no contexto da tramitação de um projeto de lei que propõe transformar a carreira de agente de trânsito em uma atividade policial.
Com a mudança, a fiscalização do trânsito ficará sob a responsabilidade da Guarda Civil Metropolitana (GCM), do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) e do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), que já têm convênios com a Agetran e realizam atividades nesse sentido.
A reestruturação ocorre em meio a uma diminuição do efetivo de agentes, que atualmente acumulam diversas funções, incluindo auditoria fiscal do transporte. A partir da mudança, os agentes da Agetran serão deslocados para atividades administrativas, de coordenação e capacitação de novos profissionais.
Além disso, a tramitação do Projeto de Lei nº 2.160/2023, que visa transformar a função de agente de trânsito em uma carreira policial com porte de arma e reconhecimento de risco permanente, pode influenciar a reconfiguração da função desses profissionais.
A reestruturação promete impactar a forma de fiscalização e a organização do trânsito em Campo Grande, com novas atribuições para os servidores que já desempenham funções relacionadas à segurança pública.



