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Adriane justifica cortes na folha de pagamento para “reestruturação da prefeitura”

Foto: Henrique Kawaminami - Campo Grande News / Arquivo

A prefeita Adriane Lopes (PP) disse nesta quarta-feira (13) que os cortes na folha de pagamento dos servidores da Prefeitura de Campo Grande fazem parte de uma reestruturação administrativa destinada a reduzir gastos e otimizar a gestão municipal. A medida, intensificada com a proximidade do fim do mandato, integra um plano de ajuste de despesas já em andamento desde o início de sua gestão.

Adriane destacou que os cortes, que incluem a redução de adicionais salariais, estão alinhados ao Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). O acordo foi motivado por irregularidades na folha de pagamento identificadas na administração anterior, liderada por Marcos Trad (PDT).

“Essa dificuldade precisa ser enfrentada. Houve mão forte desde o início para adotar os ajustes inevitáveis”, afirmou a prefeita durante evento com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana.

Medidas de Contenção e Estruturação

Adriane explicou que a reestruturação envolve todas as 14 secretarias municipais, além de cinco subsecretarias e oito agências e fundações. Grupos de trabalho estão realizando estudos técnicos para promover um enxugamento de despesas e a otimização de recursos.

A prefeita também enfatizou que a medida não será revertida:

“As mudanças são definitivas. Não têm volta, porque são necessárias para ajustar as contas públicas e garantir a sustentabilidade da administração municipal.”

Impactos e Continuidade

Apesar da justificativa para os cortes, Adriane não detalhou a extensão das reduções nem se reuniu previamente com os servidores afetados. Segundo ela, todos os secretários estão sendo envolvidos nas discussões para ajustar a gestão ao longo do segundo mandato. A prefeita garantiu que o pagamento do 13º salário está assegurado.

Comparação com Outras Esferas

Adriane argumentou que a contenção de gastos não é exclusiva da administração municipal, mencionando esforços semelhantes realizados pela União e por governos estaduais.

“Estamos acompanhando uma necessidade geral de austeridade. A responsabilidade fiscal é um compromisso com a população.”