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CGU aponta R$ 13 milhões em emendas irregulares e cita líder do governo, Randolfe Rodrigues

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades em emendas parlamentares que somam cerca de R$ 13 milhões, destacando a atuação dos senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, e Daniella Ribeiro (PSD-PB). A CGU apontou que seis dos dez repasses de emendas Pix para ONGs foram feitos sem chamamento público, com direcionamento expresso dos parlamentares, o que fere normas de seleção para essas transferências.

O relatório, solicitado pelo ministro do STF Flávio Dino, revelou casos de sobrepreço, falta de capacidade técnica nas entidades beneficiadas e suspeita de direcionamento de contratos para empresas associadas a ex-funcionários das ONGs envolvidas. Em um dos casos, a senadora Daniella Ribeiro direcionou R$ 9,5 milhões para eventos culturais e a reforma de um parque de tecnologia na Paraíba, por meio da Fundação Parque Tecnológico. Segundo a CGU, a escolha da entidade e dos projetos foi feita pela parlamentar sem chamamento público, o que contraria as normas.

Randolfe Rodrigues também foi citado por repasses de R$ 550 mil e R$ 300 mil, transferidos para o Governo do Amapá e repassados ao Instituto de Gestão em Desenvolvimento Social e Urbano (Inorte) para festividades em Oiapoque. A CGU destacou a ausência de seleção pública e a presença de sobrepreço.

Ambos os senadores negaram irregularidades. Randolfe afirmou que a indicação específica dos recursos atende à transparência exigida. A Inorte e a Fundação Parque Tecnológico defenderam a legalidade dos processos, enquanto a CGU seguirá investigando os casos para conclusão das auditorias.