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Diretoria é exonerada após escândalo de transplante de órgãos com HIV

O governador Cláudio Castro (PL) aceitou, nesta segunda-feira (21), o pedido de demissão apresentado pela diretoria da Fundação Saúde, empresa pública do governo do Rio de Janeiro, após o escândalo envolvendo o transplante de órgãos contaminados com HIV. O caso ganhou repercussão depois que seis pacientes foram infectados, levando à investigação do laboratório PCS Lab Saleme, responsável pelos exames de sorologia dos órgãos doados.

A diretoria da Fundação Saúde colocou seus cargos à disposição do governador, que determinou a exoneração imediata dos seguintes postos: diretoria executiva, diretoria administrativa e financeira, diretoria de recursos humanos, diretoria de planejamento e gestão, diretoria técnico-assistencial e diretoria jurídica.

O laboratório PCS Lab Saleme havia sido contratado em dezembro de 2023, por um valor de R$ 11 milhões, para realizar exames de sorologia em órgãos destinados a transplante. Após as infecções, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro abriram investigações para apurar o contrato e a responsabilidade pelo erro.

Um dos focos da investigação é o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), primo de Matheus Sales Teixeira Bandoli Vieira, um dos sócios do laboratório. Além disso, o outro sócio, Walter Vieira, é casado com a tia do parlamentar. A irmã de Dr. Luizinho, Débora Lúcia Teixeira Medina de Figueiredo, trabalha na Fundação Saúde, entidade que supervisiona as unidades da rede estadual de saúde e que esteve diretamente envolvida na escolha do laboratório.

O escândalo também levantou questões sobre a contratação do laboratório, que ocorreu durante a gestão de Dr. Luizinho como secretário de Saúde do estado.

Com informações do portal Pleno News.