O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tiveram uma conversa por telefone nesta quarta-feira (9), em meio ao aumento das tensões entre Israel e o Irã. Durante a ligação, que durou 30 minutos, ambos discutiram a situação regional enquanto Israel lida com os crescentes confrontos com o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza, ambos apoiados por Teerã.
A conversa acontece no momento em que o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, promete uma retaliação “letal, precisa e surpreendente” contra o Irã, em resposta ao ataque com mísseis de Teerã na semana passada. Segundo Gallant, o Irã pagará caro por seus atos. “Nosso ataque será mortal, preciso e, acima de tudo, surpreendente, eles não entenderão o que aconteceu e como aconteceu, eles verão os resultados”, afirmou.
A situação no Oriente Médio está cada vez mais tensa, especialmente após o ataque iraniano, que teria sido em retaliação à escalada militar israelense no Líbano. Netanyahu reforçou que o Irã, seu arqui-inimigo, enfrentará uma resposta severa de Israel. Por outro lado, Teerã advertiu que qualquer retaliação israelense resultará em uma resposta devastadora, alimentando temores de um conflito regional mais amplo, com possível envolvimento dos Estados Unidos.
A Casa Branca afirmou que a ligação entre Biden e Netanyahu foi direta e produtiva, reconhecendo que os dois líderes têm divergências, mas que foram discutidas de forma franca. O governo americano reiterou seu apoio ao direito de Israel de se defender e atacar alvos apoiados pelo Irã, como o Hezbollah e o Hamas. No entanto, os EUA têm buscado conter a expansão do conflito e pressionado por um cessar-fogo, especialmente em Gaza, onde os bombardeios têm resultado em milhares de mortes.
Na última sexta-feira (4), Biden indicou que, se estivesse no lugar de Israel, consideraria ataques a campos petrolíferos iranianos como uma possível resposta. Contudo, o presidente americano também declarou que não apoiaria um ataque direto às instalações nucleares do Irã, demonstrando que há limites claros para o apoio dos EUA.
Com o Oriente Médio à beira de uma escalada militar ainda maior, a comunidade internacional aguarda os próximos passos de Israel e a possível retaliação contra o Irã, o que poderia desencadear um conflito de proporções ainda mais amplas na região.



