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Na ONU, Zelensky critica Brasil e China: “Não aumentarão seus poderes às custas da Ucrânia”

Reprodução/YouTube Organização das Nações Unidas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um discurso contundente na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta quarta-feira (25), onde defendeu o fim da guerra com a Rússia e fez críticas diretas ao papel do Brasil e da China nas negociações de paz. Zelensky afirmou que o “Nobel da paz é fazer Putin parar” de atacar a Ucrânia e expressou dúvidas sobre o “real interesse” desses países na mediação do conflito.

Durante sua fala, o líder ucraniano questionou o envolvimento do Brasil nas tentativas de mediação pela paz, destacando que não vê o país como um intermediário genuíno para o término das hostilidades. Desde o ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado seu desejo de atuar como “facilitador” nas negociações entre Ucrânia e Rússia.

“Todos devem entender: vocês não aumentarão seu poder às custas da Ucrânia. O mundo já passou por guerras coloniais e conspirações de grandes potências às custas daquelas que são menores”, afirmou Zelensky.

Rejeição a propostas de paz

Zelensky relembrou o encontro com o assessor especial da Presidência do Brasil, Celso Amorim, ocorrido em maio de 2024, em Kiev. Na ocasião, o presidente ucraniano foi claro ao afirmar que o único plano de paz viável para encerrar o conflito seria aquele proposto pela própria Ucrânia, rejeitando as proposições do Brasil.

A China, representada por seu presidente Xi Jinping, também teve seus esforços de mediação rechaçados. Em abril, Xi entrou em contato com Zelensky por telefone e apresentou uma proposta de paz, que igualmente foi negada pelo líder ucraniano.

Firmeza contra a Rússia

Zelensky tem mantido uma postura firme contra negociações com Moscou enquanto Vladimir Putin permanecer no poder. Além disso, ele reforçou a exigência por um cessar-fogo imediato como condição básica para qualquer avanço no diálogo.

A fala de Zelensky reflete o sentimento de resistência e a busca por uma solução que, em sua visão, respeite os interesses ucranianos. O líder segue empenhado em manter sua posição contrária a concessões que envolvam o governo russo enquanto o conflito se arrasta, com consequências globais cada vez mais amplas.

Fonte: Metrópoles