O segundo dia de julgamento da Operação Omertà, realizado nesta terça-feira (17), avançou com a conclusão dos depoimentos das testemunhas e o interrogatório dos quatro réus acusados do assassinato de Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como “Playboy da Mansão”. O processo, que envolve crimes complexos e múltiplos acusados, é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos.
O magistrado destacou que a celeridade foi possível devido à desistência de diversas testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação. Das 18 testemunhas previstas inicialmente, apenas nove prestaram depoimento. “O processo é bem complexo, são vários acusados, muitas testemunhas ontem e hoje, e, tirando alguns percalços, no contexto geral, chegamos ao final da instrução com êxito”, afirmou o juiz.
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Entre os imprevistos mencionados pelo juiz, o mais notável foi a retirada da dona de casa Terezinha Brandão, de 63 anos, mãe do guarda municipal Fred Brandão dos Reis. Durante o depoimento de Marcelo Rios, ex-guarda municipal e réu no caso, Terezinha o acusou de mentir, o que levou à sua remoção do plenário.
Outro momento importante do dia foi o depoimento de Jamil Name Filho, principal réu no processo. Falando por videoconferência diretamente de Mossoró (RN), ele se dirigiu aos jurados, pedindo que o condenassem apenas se houvesse provas concretas de sua participação no assassinato. “Com todo respeito, com toda humildade, se tiver uma prova, estou falando de prova, me condenem”, declarou Jamilzinho.

Terceiro e último dia
O julgamento, que estava previsto para durar quatro dias, deve ser concluído nesta quarta-feira (18), um dia antes do previsto, devido à redução de testemunhas. O dia será marcado pelos debates entre defesa e acusação, seguidos da votação e leitura da sentença, que, segundo o juiz, pode se estender até as 23h.
O Crime – Marcel, de 31 anos, foi assassinado em 18 de outubro de 2018. Ele estava em um bar na Avenida Fernando Corrêa da Costa quando um atirador se aproximou e disparou uma pistola, acertando a vítima com seis tiros – um deles de raspão e os outros cinco nas costas. Marcel morreu sentado no estabelecimento.
O atirador, após descer de uma motocicleta e disparar sem retirar o capacete, retornou à moto e fugiu pela primeira rua à direita. Toda a ação foi capturada pelas câmeras de segurança do bar.
Jamil Name é acusado de ordenar a morte de Marcel Colombo, enquanto Marcelo Rios, ex-guarda civil metropolitano e “homem de confiança” de Jamilzinho, é acusado de planejar o assassinato com a ajuda do policial federal Everaldo Monteiro de Assis e do ex-guarda Rafael Antunes. Todos estão no banco dos réus desde segunda-feira (16).
Créditos: Campo Grande News



