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Segundo dia encerra depoimentos com réus no caso ‘Playboy da Mansão’; Jamilzinho desafia jurados durante sessão

Jamilzinho, Vlade e Rios. Foto: Gustavo Arakaki/TV Morena

O segundo dia de julgamento da Operação Omertà, realizado nesta terça-feira (17), avançou com a conclusão dos depoimentos das testemunhas e o interrogatório dos quatro réus acusados do assassinato de Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como “Playboy da Mansão”. O processo, que envolve crimes complexos e múltiplos acusados, é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos.

O magistrado destacou que a celeridade foi possível devido à desistência de diversas testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação. Das 18 testemunhas previstas inicialmente, apenas nove prestaram depoimento. “O processo é bem complexo, são vários acusados, muitas testemunhas ontem e hoje, e, tirando alguns percalços, no contexto geral, chegamos ao final da instrução com êxito”, afirmou o juiz.

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Entre os imprevistos mencionados pelo juiz, o mais notável foi a retirada da dona de casa Terezinha Brandão, de 63 anos, mãe do guarda municipal Fred Brandão dos Reis. Durante o depoimento de Marcelo Rios, ex-guarda municipal e réu no caso, Terezinha o acusou de mentir, o que levou à sua remoção do plenário.

Outro momento importante do dia foi o depoimento de Jamil Name Filho, principal réu no processo. Falando por videoconferência diretamente de Mossoró (RN), ele se dirigiu aos jurados, pedindo que o condenassem apenas se houvesse provas concretas de sua participação no assassinato. “Com todo respeito, com toda humildade, se tiver uma prova, estou falando de prova, me condenem”, declarou Jamilzinho.

Plenário do júri durante depoimento de Marcelo Rios (Foto: Paulo Francis). Reprodução | Campo Grande News.

Terceiro e último dia

O julgamento, que estava previsto para durar quatro dias, deve ser concluído nesta quarta-feira (18), um dia antes do previsto, devido à redução de testemunhas. O dia será marcado pelos debates entre defesa e acusação, seguidos da votação e leitura da sentença, que, segundo o juiz, pode se estender até as 23h.

O Crime – Marcel, de 31 anos, foi assassinado em 18 de outubro de 2018. Ele estava em um bar na Avenida Fernando Corrêa da Costa quando um atirador se aproximou e disparou uma pistola, acertando a vítima com seis tiros – um deles de raspão e os outros cinco nas costas. Marcel morreu sentado no estabelecimento.

O atirador, após descer de uma motocicleta e disparar sem retirar o capacete, retornou à moto e fugiu pela primeira rua à direita. Toda a ação foi capturada pelas câmeras de segurança do bar.

Jamil Name é acusado de ordenar a morte de Marcel Colombo, enquanto Marcelo Rios, ex-guarda civil metropolitano e “homem de confiança” de Jamilzinho, é acusado de planejar o assassinato com a ajuda do policial federal Everaldo Monteiro de Assis e do ex-guarda Rafael Antunes. Todos estão no banco dos réus desde segunda-feira (16).

Créditos: Campo Grande News