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CRM reverte cassação de ginecologista acusado de assédio sexual em MS

O ginecologista Salvador Walter Lopes de Arruda, de 71 anos, investigado desde 2020 por crimes sexuais contra pacientes e erros médicos em Campo Grande, recebeu uma decisão favorável do Conselho Federal de Medicina, resultando em uma suspensão de apenas 30 dias. Anteriormente, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) havia decidido pela cassação do seu registro profissional.

O conselho determinou que houve infração ao artigo 23 do Código de Ética Médica de 2018, que estipula: “Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. Parágrafo único. O médico deve ter para com seus colegas respeito, consideração e solidariedade”.

Arruda havia sido denunciado por pacientes e colegas de trabalho por abusos em uma clínica e um hospital onde atendia na Capital. Além dessas acusações, o ginecologista já enfrentava outras denúncias de pacientes que reclamavam sobre o atendimento prestado e erros cometidos durante cirurgias, incluindo o esquecimento de uma compressa de algodão no mesocólon (expansão do peritônio).