Em depoimento à Polícia Civil, a médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, deu sua versão sobre a tentativa de homicídio contra o marido. Ela afirmou que a motivação foi forçá-lo a confessar uma suposta traição.
“Eu queria que ele me dissesse a verdade”, declarou a investigada horas após sua prisão. Lidiane detalhou que a briga, motivada por ciúmes, começou na madrugada e continuou enquanto o companheiro fazia as malas.
Ao ver o marido preparando a bagagem para Brasília, ela confessou ter pegado álcool e jogado na direção dele. No interrogatório, porém, justificou a atitude: “Era a mochila com os pertences dele que eu queria queimar”.
A veterinária relatou que seguiu o marido até a garagem com um isqueiro na mão. Ela afirmou aos investigadores que queria apenas assustá-lo com o barulho, mas percebeu que as chamas tomaram conta da roupa.
“Foi quando eu tentei rasgar a camiseta dele para tirar”, relatou Lidiane aos policiais. Ela negou a intenção de matar o companheiro, que está internado na UTI em estado grave com 30% do corpo queimado.
“Eu achei que era o único jeito dele falar a verdade”, argumentou a mulher para justificar a agressão. Ela completou dizendo acreditar que, sob ameaça, ele sentiria medo e decidiria “abrir o jogo” sobre a fidelidade.
Durante a oitiva, Lidiane confirmou que faz tratamento psiquiátrico para depressão e síndrome do pânico. No entanto, ela revelou às autoridades que estava há cerca de 20 dias sem tomar os medicamentos prescritos.
Apesar da versão apresentada no interrogatório, a Polícia Civil autuou a mulher por tentativa de homicídio qualificado. A autoridade policial já representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva.































