A Câmara Municipal de Campo Grande está próxima de dar início a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo na Capital. O pedido de investigação ganha força, e a assinatura de apoio de vereadores tem se consolidado.
O pedido já obteve o compromisso de oito vereadores em apoiar a criação da CPI, sendo necessários apenas dois nomes para completar o número mínimo de assinaturas e, assim, dar seguimento ao processo.
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Entre os vereadores que se comprometeram a assinar o pedido estão Rafael Tavares (PL), Fábio Rocha (União), Ana Portela (PL), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT), Landmark (PT), Maicon Nogueira (PP) e Junior Coringa. A expectativa é que mais dois vereadores confirmem apoio em breve.
O principal objetivo da CPI é apurar se o Consórcio Guaicurus realmente enfrenta dificuldades financeiras, como alega. A empresa vem pedindo isenção de impostos e subsídios do poder público para manter seus serviços, que são custeados por milhões de reais dos cofres públicos.
Apesar de ameaçada na Câmara por mais de dez anos, uma CPI sobre o Consórcio Guaicurus nunca foi instaurada. Em 2021, o então vereador Marcos Tabosa (PDT) conseguiu reunir doze assinaturas para um pedido de investigação, mas o processo foi rejeitado por considerarem o pedido amplo demais.
A polêmica em torno do transporte coletivo se intensifica, com o valor da tarifa passando de R$ 4,75 para R$ 4,95 em 2025. Além disso, o consórcio entrou com uma ação contra a Prefeitura de Campo Grande, solicitando o reequilíbrio econômico do contrato, o que só aumenta a pressão pela transparência na gestão do serviço de transporte público.



