O governo da Venezuela encaminhou uma carta aos 194 países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU) alertando para o que classifica como uma escalada militar promovida pelos Estados Unidos no Caribe e na América Latina. No documento, enviado na segunda-feira (22), o presidente Nicolás Maduro afirma que a ausência de reação internacional diante dessas ações pode ampliar tensões e gerar consequências globais.
Na mensagem, Maduro declara que a Venezuela não praticou atos que justificassem medidas militares e afirma que, desde o início da mobilização norte-americana na região, teriam ocorrido 28 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico, com 104 mortes. Os Estados Unidos alegam que as operações fazem parte do combate ao narcotráfico e a grupos classificados como “narcoterroristas”.
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O presidente venezuelano também sustenta que o deslocamento de navios e aeronaves dos EUA próximo ao território do país viola normas do direito internacional, incluindo convenções humanitárias. Segundo ele, os impactos não se limitariam à Venezuela, atingindo outros países latino-americanos por meio de instabilidade comercial e energética. O cerco militar citado teve início em 14 de agosto, com o envio de meios navais e aéreos à região por ordem do presidente Donald Trump, que justificou a ação como parte do enfrentamento ao narcotráfico.
Com informações do portal Metrópoles.



