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TRE julga recurso contra mandato da prefeita Adriane Lopes, mas decisão não terá efeito imediato

Imagem: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) julga na próxima terça-feira (21) um recurso apresentado pelos partidos PDT e PSDC contra a decisão de primeira instância que absolveu a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e sua vice, Camilla Nascimento (Avante), em uma ação de investigação judicial eleitoral. A denúncia trata de suposto abuso de poder político, econômico e religioso durante a campanha de 2024. Apesar da expectativa na classe política, o julgamento não terá efeito imediato, que possíveis consequências, como a cassação do mandato ou nova eleição, podem ocorrer após o trânsito em julgado na instância superior.

A ação movida pelos partidos alega que houve uso indevido de estruturas religiosas na campanha da prefeita, com nomeações de pastores em cargos comissionados e participação recorrente da então candidata em cultos. Os denunciantes afirmam que isso teria configurado desequilíbrio no pleito e comprometido a liberdade de escolha dos eleitores. Também foi citada a suspeita de compra de votos, com pagamentos entre R$ 50 e R$ 100. Na decisão de primeira instância, o juiz Ariovaldo Nantes julgou improcedentes as acusações, por falta de provas robustas e ligação direta das candidatas com os supostos ilícitos.

Mesmo com a absolvição inicial, o caso ganhou novo fôlego com o parecer do Ministério Público Eleitoral, que opinou pela cassação com base em indícios de captação ilícita de votos. Segundo o procurador Luiz Gustavo Mantovani, elementos que indicam o conhecimento e consentimento da prefeita sobre práticas de compra de votos realizadas por membros de sua equipe. O julgamento no TRE-MS deve reacender os debates sobre os limites entre manifestação religiosa e campanha política, mas qualquer mudança no cenário político da capital dependerá ainda de desfecho nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

As informações são do portal Investiga MS.