Sebastián Marset, apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Cartel Uruguaio, é acusado de usar o futebol como fachada para operações de narcotráfico e lavagem de dinheiro. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferece uma recompensa de US$ 2 milhões por informações que levem à sua prisão.
Segundo investigações, Marset movimentava carregamentos de cocaína da América do Sul para a Europa. Para sustentar a vida pública, adotava identidades falsas, com documentos, perfis em redes sociais e até sotaques e costumes ajustados ao ambiente em que se apresentava.
Uma de suas coberturas mais duradouras foi a de empresário brasileiro em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A identidade permitiu que abrisse empresas e se aproximasse de clubes de futebol, chegando a participar de treinos e jogos. A presença no meio esportivo era usada como forma de justificar recursos financeiros e ampliar contatos sociais e políticos.
As investigações apontam que investimentos em estádios, patrocínios e transferências de atletas serviram para movimentar dinheiro de origem ilícita. A imagem de apoiador do esporte ajudava a reforçar sua narrativa pública, enquanto as operações do cartel seguiam em paralelo.
Com o avanço de tecnologias de reconhecimento biométrico e análise de dados, as diferentes identidades atribuídas a Marset começaram a ser conectadas, reduzindo o espaço para sua atuação sob disfarce. Hoje, ele é considerado um dos principais foragidos da região.

Com informações do portal Metrópoles.



