Apesar da instabilidade no Oriente Médio, o comércio agrícola do Brasil com a região continua funcionando, com empresas adotando mudanças nas rotas de transporte para garantir a entrega de cargas. O bloco é responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, e, nas últimas semanas, companhias do setor têm reorganizado a logística para manter o fluxo comercial.
A retomada das operações no Canal de Suez, aliada ao uso de portos alternativos em Omã, nos Emirados Árabes Unidos e em Djibouti, tem permitido a continuidade das exportações. Avaliações do setor indicam que, mesmo diante de um cenário geopolítico mais instável, o comércio tende a se adaptar com novas soluções logísticas, embora essas mudanças possam elevar os custos operacionais.
O contexto também reacende o debate sobre possíveis impactos no fornecimento de fertilizantes usados na agricultura brasileira. Embora o país dependa fortemente de importações de insumos como ureia e fosfatados, especialistas consideram baixo o risco de desabastecimento. Nos últimos anos, o Brasil diversificou seus fornecedores, com destaque para a China, responsável por cerca de 40% das compras externas, e para a Nigéria, que ampliou sua participação. Ainda assim, a principal preocupação do mercado recai sobre os preços, já que a produção desses insumos depende de petróleo e gás natural, commodities sensíveis a cenários de conflito.
Com informações do portal O Correio News.



